Há evidências para crer na ressurreição de Cristo?

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Rev. Jader Santos

Rev. Jader Santos

Pastoral

Em um de seus livros de ficção mais brilhantes, Cartas de um Diabo a seu Aprendiz, C.S. Lewis nos dá um retrato preciso de nossa sociedade atual:

“[seu paciente] está acostumado a manter, desde cedo, uma dúzia de filosofias incompatíveis dançando em sua cabeça ao mesmo tempo… É o jargão, e não o argumento seu maior aliado para mantê-lo longe da igreja.”

Ele ainda diz que a argumentação, lógica, evidências e especialmente, a ciência, estão em favor do “Inimigo” [Deus], e não lhes ajuda, indicando que a descrença não se dá por falta de evidência, mas por rebeldia moral. Mas será que o mesmo pode ser dito com relação à ressurreição de Cristo? A verdade é que a ressurreição é essencial ao cristianismo e existem evidências robustas e confiáveis de que Cristo de fato ressuscitou:

1. Túmulo Vazio

a) Os três relatos independentes mais antigos sobre o túmulo vazio estão em Mc. 16:1–8, Jo. 20:1–10 e 1 Co. 15:3–5. Mateus e Lucas também relatam o túmulo vazio em seus Evangelhos. A ausência de argumentos teológicos e apologéticos adicionais no relato de Marcos indica que seu relato está enraizado na memória histórica.
b) João registra que Maria Madalena encontrou o túmulo vazio, e que Pedro e João verificaram seu relato. Embora Paulo não mencione explicitamente o túmulo vazio em 1 Coríntios 15, sua fórmula implica sua existência.
c) Uma das evidências mais fortes para a confiabilidade histórica da ressurreição é que eles dependem do testemunho de mulheres. No Antigo Oriente, o testemunho de mulheres não era considerado confiável. Os evangelistas estavam cientes disso, mas decidiram registrar o testemunho das mulheres mesmo assim. Eles não fariam isso se a história fosse falsa.

2. Aparições Pós-Ressurreição

a) Mt. 28:8–10 e Jo. 20:11–18 registram de forma independente as aparições de Jesus às mulheres, e esses relatos claramente refletem uma memória comunitária.
b) Paulo registra de forma independente aparições verificadas pelos Evangelhos. Paulo também menciona uma aparição aos Doze (1 Co. 15:5; Lc. 24:36–49; Jo. 20:19–23). Esses testemunhos vêm de Pedro, que anteriormente negou Jesus, e de Paulo, que havia perseguido os cristãos.
c) Os relatos das aparições pós-ressurreição são sinceros, amplamente difundidos, antigos, diversos, inesperados e corroborados por testemunhas externas. Além disso, não há razão historicamente plausível para suspeitar que os discípulos inventaram suas narrativas. Eles foram socialmente ostracizados, torturados e executados por suas crenças. Embora pessoas morram por coisas que sabem ser verdadeiras, é raro que morram por algo que sabem ser falso.

3. Melhor Explicação e Fonte de Esperança

a) A ressurreição é a melhor explicação para as evidências históricas. A ressurreição era uma crença central dos primeiros cristãos. Relatos de testemunhas oculares confirmam tanto o túmulo vazio quanto as aparições da ressurreição. Temos todas as evidências que esperaríamos se alguém no mundo antigo realmente tivesse ressuscitado dos mortos.

Mas a ressurreição de Jesus não é apenas uma probabilidade histórica: é também uma realidade presente que transforma vidas. A ressurreição é um evento tão grande e cataclísmico que está renovando toda a criação. Quando Jesus saiu do túmulo, nosso mundo caído foi conquistado pelo céu. Por causa da ressurreição, temos esperança de que a morte morrerá. Temos a promessa de que todo sofrimento será curado. E esperamos passar a eternidade abraçados pelo amor do nosso Salvador ressuscitado.

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