A divisão na igreja ameaça um dos dons mais preciosos concedidos por Deus ao seu povo: a comunhão cristã.
Ao encerrar a carta aos Romanos, Paulo celebrou irmãos e irmãs fiéis. Contudo, ele também alertou a igreja sobre pessoas que enfraquecem e corrompem a comunhão.
“Noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos… afastai-vos deles.” (Romanos 16.17)
A comunhão exige vigilância
A saúde espiritual da igreja depende do cultivo da comunhão e também da proteção contra aquilo que a prejudica.
Portanto, a comunhão verdadeira não é ingênua. Ela exige amor, discernimento e fidelidade à doutrina bíblica.
1. Pessoas que buscam protagonismo
Paulo observa que alguns não desejam servir, mas se destacar. Para essas pessoas, a igreja se torna um palco.
Em vez de promoverem o Reino, buscam reconhecimento, influência e satisfação pessoal.
Assim, a comunhão passa a ser usada como instrumento para interesses particulares.
2. Palavras suaves que seduzem
Paulo afirma que tais pessoas enganam os incautos com palavras suaves e lisonjas.
Muitas vezes, a divisão na igreja não começa com ataques diretos, mas com comentários insinuantes, elogios calculados e comparações desnecessárias.
Dessa forma, cria-se um ambiente de suspeita, desconfiança e desgaste entre irmãos.
3. Afastamento da doutrina apostólica
A divisão sempre se relaciona com algum afastamento da doutrina bíblica. Mesmo quando há conhecimento teológico, a prática pode revelar descompromisso com a verdade.
Afinal, a doutrina apostólica não ensina apenas ideias corretas. Ela também forma uma vida marcada por amor fraternal, humildade e submissão à Palavra.
4. Ressentimento em vez de edificação
Com o tempo, a comunidade percebe os frutos dessa influência. Em vez de gratidão, paz e integração, surgem inquietação, amargura e desunião.
A retórica pode até impressionar. Porém, quando o resultado é murmuração e perda de confiança, a igreja precisa discernir o perigo.
Preservar não é agir com hostilidade
Paulo não orienta a igreja a agir com hostilidade, mas com responsabilidade espiritual.
O objetivo da advertência é preservar o rebanho, proteger a comunhão e manter a fidelidade ao evangelho.
Portanto, afastar-se do que corrompe pode ser uma expressão de amor pela igreja de Cristo.
A divisão na igreja deve ser tratada com seriedade, sabedoria e temor diante de Deus.
A igreja que aprende a proteger sua comunhão também aprende a desfrutar melhor da paz que o Senhor promete ao seu povo.
No amor de Cristo,

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