A omissão na liderança é uma das falhas mais sérias apontadas pelas Escrituras.
Muitas vezes, associamos liderança à capacidade de decidir, influenciar pessoas e alcançar resultados. Contudo, a Bíblia mostra que liderar também envolve agir para preservar aquilo que é correto diante de Deus.
A advertência na vida de Eli
A história de Eli, registrada em 1 Samuel 2, apresenta uma das advertências mais solenes sobre liderança espiritual.
Eli era sacerdote do Senhor, conhecia a Deus e ocupava uma posição de grande responsabilidade. Entretanto, seus filhos, Hofni e Fineias, desprezavam o culto divino e escandalizavam o povo de Deus.
Eli sabia do que estava acontecendo. Ainda assim, sua ação não foi suficiente.
Quando palavras não bastam
Eli ouviu as denúncias, reconheceu a gravidade da situação e repreendeu verbalmente seus filhos.
Porém, sua atuação parou ali. Ele identificou o problema, mas não o corrigiu. Confrontou o pecado com palavras, mas não tomou as medidas necessárias para interrompê-lo.
“Por que honras teus filhos mais do que a mim?” (1 Samuel 2.29)
Consequentemente, aos olhos do Senhor, sua omissão tornou-se cumplicidade.
A liderança bíblica exige ação
A liderança bíblica não consiste apenas em ensinar o que é certo.
Além disso, ela exige coragem para agir quando algo precisa ser corrigido. Por essa razão, líderes cristãos devem preservar o que é justo, santo e saudável para o povo de Deus.
Uma palavra para a igreja
Esse princípio vale para a igreja. Pastores, presbíteros, diáconos, líderes de ministérios e professores não podem observar problemas espirituais se desenvolverem sem enfrentá-los com sabedoria, amor e firmeza.
O verdadeiro amor não ignora o pecado. Pelo contrário, procura restaurar o pecador e preservar a saúde da igreja.
Uma palavra para a família
Esse mesmo princípio também se aplica à família. Pais e mães foram chamados por Deus para discipular seus filhos, corrigi-los em amor e conduzi-los nos caminhos do Senhor.
Muitas vezes, a omissão parece mais fácil do que a disciplina. É mais confortável evitar conflitos do que enfrentar comportamentos errados.
Contudo, a negligência na liderança familiar produz consequências dolorosas para os filhos e para aqueles que deveriam guiá-los.
Liderança cristã exige coragem
Liderar exige coragem para falar quando é necessário falar. Também exige coragem para corrigir quando é necessário corrigir.
Além disso, liderança cristã exige coragem para agir quando agir é a única forma de demonstrar verdadeiro amor.
Cristo é o Líder perfeito
Ao olharmos para Eli, encontramos uma advertência. Ao mesmo tempo, somos convidados a olhar para Cristo.
Jesus é o Líder perfeito que Eli não foi. Onde Eli hesitou, Cristo agiu. Onde Eli falhou em proteger, Cristo entregou sua própria vida por suas ovelhas.
Além disso, onde Eli não conteve o mal, Cristo enfrentou o pecado e venceu seus efeitos na cruz.
O Supremo Pastor cuida fielmente
Cristo é o Bom Pastor. Ele conhece suas ovelhas, cuida delas e as guarda com fidelidade.
Além disso, sua liderança nunca é indiferente, omissa ou distante. Ele vê, conhece, intervém e salva.
A verdadeira liderança cristã reflete o caráter do Supremo Pastor.
Que Deus conceda aos líderes da igreja e das famílias a graça de exercerem sua responsabilidade com amor, sabedoria e firmeza.
Afinal, liderar não significa apenas ocupar uma posição, mas cuidar fielmente das pessoas que Deus colocou sob nossa responsabilidade.
No amor de Cristo,

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